Vamos começar com uma lâmpada elétrica normal, conforme vemos em qualquer luminária doméstica. Uma lâmpada é feita com um invólucro de vidro grande, fino e fosco. Dentro do vidro há gás argônio e/ou nitrogênio. No centro da lâmpada há um filamento de tungstênio. A eletricidade esquenta esse filamento até 2.500ºC. Como qualquer metal quente, o tungstênio fica "incandescente" a essa temperatura e emite grande quantidade de luz visível em um processo denominado incandescência. Veja Como funcionam os lampiões para mais informações sobre incandescência.

Uma lâmpada normal não é muito eficiente, e dura apenas aproximadamente 750 a mil horas de uso normal. Não é muito eficiente porque, no processo de irradiação de luz, também irradia uma enorme quantidade de calor infra-vermelho, muito mais calor do que luz. Uma vez que o objetivo de uma lâmpada é gerar luz, o calor é energia desperdiçada. Não dura muito porque o tungstênio no filamento evapora e fica depositado no vidro. Conseqüentemente, o filamento se afina até que se quebre, e a lâmpada "queima".

Uma lâmpada halógena também usa um filamento de tungstênio, mas ele fica encaixado em um invólucro de quartzo muito menor. Pelo fato de o invólucro ficar tão próximo ao filamento, ele derreteria se fosse feito de vidro. O gás dentro do invólucro também é diferente - consiste em um gás de um grupo halógeno (em inglês). Esses gases possuem uma propriedade muito interessante: eles reagem com o vapor de tungstênio. Se a temperatura for alta o suficiente, o gás halógeno se misturará com átomos de tungstênio, conforme evaporam e são novamente depositados no filamento. Esse processo de reciclagem faz que o filamento dure bem mais. Além disso, agora é possível esquentar mais o filamento, o que significa que temos mais luz por unidade de energia. De qualquer forma, ainda conseguimos bastante calor; e pelo fato de o invólucro de quartzo estar tão próximo do filamento, fica extremamante quente se comparado a uma lâmpada normal.

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