O aquecimento por indução e as panelas elétricas de arroz

Algumas panelas elétricas de arroz têm grande precisão devido a uma tecnologia chamada de aquecimento por indução. Enquanto determinadas panelas elétricas de arroz aplicam o calor diretamente a partir de uma resistência elétrica embaixo da cuba de cozimento interna, as panelas elétricas com aquecimento por indução são aquecidas pela corrente elétrica alternada de uma tomada.

O aquecimento por indução é conseguido quando essa corrente passa através de bobinas de metal, geralmente feitas de cobre. O movimento da corrente através dessas bobinas cria um campo magnético. É dentro desse campo magnético que a cuba da panela elétrica de arroz é inserida. O campo magnético produz uma corrente elétrica dentro da panela de cozimento e isso gera calor. O calor também pode ser produzido a partir desse processo caso a cuba da panela elétrica de arroz seja feita de um material magnético. Isso ocorre devido a um fenômeno chamado histerese, em que os materiais magnéticos apresentam resistência a quaisquer mudanças bruscas em seus níveis magnéticos. Essa resistência gera fricção, que contribui com o calor de cozimento.

O aquecimento por indução aperfeiçoa as panelas elétricas de arroz de três maneiras principais:

  1. Os métodos utilizados para sentir a temperatura podem ser mais precisos, permitindo ajustes finos de temperatura.
  2. A área de distribuição de calor pode cobrir a cuba de cozimento interna e não apenas irradiar da parte de baixo, para produzir um alimento cozido por igual.
  3. O nível de calor gerado na cuba de cozimento pode ser trocado em um instante aumentando ou diminuindo o campo magnético que o gera.

Esses elementos são o maior bônus da panela elétrica de arroz com aquecimento por indução. No caso de erro de medição humano, a panela elétrica com aquecimento por indução pode fazer ajustes de minutos no tempo e na temperatura do programa selecionado por causa da sua sensibilidade à temperatura e da capacidade precisa de controlá-la.

O genoma do arroz e o arroz geneticamente modificado

Um projeto
de 6 anos de seqüenciamento de genes, que terminou em dezembro de 2004, catalogou 95% do genoma do arroz  [fonte: Nature (em inglês)]. Uma equipe de cientistas japoneses liderou esse esforço de 10 países, com custos acima dos US$ 100 milhões [fonte: Washington Post (em inglês)]. O estudo confirmou que o mapa genético denso do arroz possui o menor número de genes em comparação a outras plantas importantes da família dos cereais. Os resultados do projeto ajudarão na compreensão futura do desenvolvimento de outros cereais e fornecerão a base para o descobrimento de maneiras de promover maiores colheitas de arroz.

A necessidade do International Rice Genome Sequencing Project estava baseada nas estimativas de que a produção de arroz precisa ser aumentada em 30% nos próximos 20 anos para alimentar a crescente população mundial [fonte: Nature (em inglês)]. Os pesquisadores agora esperam desenvolver variações genéticas mais duras de arroz que possa ser cultivado em maiores variedades de climas, incluindo os mais frios e secos [fonte: Washington Post (em inglês)].

Outro projeto genético de arroz é baseado no desenvolvimento do arroz dourado, uma forma de arroz geneticamente modificada com aumento de nutrientes como o beta-caroteno. O objetivo do projeto do arroz dourado é melhorar o consumo nutricional de aproximadamente 3 bilhões de pessoas em situação de subsistência, conseguindo 80% ou mais de seus consumos diários de calorias a partir do arroz [fonte: The Golden Rice Project (em inglês)].