Introdução


materiais de limpeza

Abra o gabinete debaixo da pia da cozinha de uma casa qualquer, e você provavelmente encontrará um balde de sprays, sabão e desinfetantes para subjugar qualquer germe que se atreva a entrar na­ casa. Eles misturam um fragrante aroma de pinho, um toque de limão e algodão fresco, um sinal olfativo de que nossos pisos, pias e banheiros estão higienizados.

Porém, evidências científicas recentes revelaram um lado sujo de muitos desses produtos de limpeza. Sim, nem mesmo as poções líquidas, sólidas e em flocos que usamos para manter as coisas novinhas em folha em casa escaparam da rígida investigação de pesquisadores, defensores e consumidores com consciência ambiental. Com as notícias adicionais da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (em inglês), de que o ar em ambientes internos pode ser mais poluído que o ar em ambientes externos, produtos de limpeza doméstica que não agridem o ambiente e nem as pessoas começaram e preencher as prateleiras dos mercados. [fonte: EPA]. De acordo com dados de abril de 2008, as vendas de "produtos naturais de limpeza" tiveram um salto de 23% sobre o ano anterior nos Estados Unidos [fonte: Conis].

Esses produtos supostamente amigáveis ao ambiente estão apenas camuflados com um aroma refrescante de laranja? Ou as alegações de "natural," "verde" e "seguro para o uso" são verdadeiras?

 

Cleaner
Eric Hood/@Istock

Um dos aspectos mais complicados de avaliar o quanto essa onda de novos produtos de limpeza são verdes é a falta de fiscalização federal. Os fabricantes não têm obrigação legal de listar os ingredientes por completo uma vez que fazer isso poderia revelar segredos industriais [fonte: Thompson]. Com mais de 80 mil compostos químicos liberados para propósitos comerciais nos Estados Unidos, a EPA apenas exige que os fabricantes alertem a respeito da toxicidade. Isso significa que o seu limpador completamente natural da Marca X pode estar escondendo alguns parentes químicos perigosos por baixo do radar. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é responsável por fiscalizar e determinar normas para os produtos de limpeza. Os Institutos de Pesos e Medidas de cada Estado também fiscalização, mas acabam se limitando a determinados cirtérios como a medida.

 

Legalmente, as empresas não podem enganar os consumidores sobre o conteúdo de seus produtos, mas não há uma agência regulamentar que defina o que atende aos padrões verdes nem nos Estados Unidos, nem no Brasil [fonte: Conis]. Em vez disso, nos Estados Unidos, elas podem voluntariamente submeter seus produtos à análise do Design for Environment da EPA, Green Seal ou outras organizações de certificação ecológica para obter um selo de aprovação.

Cuidado com os produtos
de limpeza não rotulados


No Brasil, é comum a venda de produtos de limpeza alternativos vendidos em pequenos comércios ou em kombis que passam de porta em porta. Cuidado com eles. Isso porque eles não têm uma inspeção da Vigilância Sanitária e  são feitos muitas vezes com fórmulas caseiras muitas vezes não comprovadas, além de haver má fé de alguns vendedores. Se puder, evite-os.

Por quê se preocupar com o quão próximos da natureza estão nossos limpadores de vasos sanitários ou o sabão em pó se eles não são feitos para o consumo? Na próxima página, daremos uma olhada no que há em alguns compostos de limpeza.

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