Jardins do paraíso

Autor: 
Jennifer Horton

Os chineses introduziram os jardins no Japão durante o século 6. Como resultado, os primeiros jardins japoneses exibiam uma forte influência da porção jodô-budista da China. Essa religião ensina que é garantido um lugar na Terra Pura (um tipo de paraíso antes da iluminação) aos seguidores que entoarem o nome de Buddha Amitabha. A Terra Pura não era uma idéia intangível para os japoneses, mas a realidade física completa com lindos pavilhões e lagos cheios de flores de lótus, onde os imortais flutuam em barcos.


Pavilhão Dourado
Sam Clemens/Getty Images
Kinkaku-ji, ou Pavilhão Dourado, foi modelado de acordo com uma impressionante construção de dois andares que fez parte dos jardins do paraíso mais antigos do Japão, a Saiho-ji

Em parte devido ao agito civil do Japão na época, os japoneses abraçaram fortemente a idéia da Terra Pura e tentaram emulá-la com os jardins do paraíso. A aristocracia construiu a maioria desses jardins, que se espalharam por vários acres, mas alguns camponeses criaram seus próprios projetos em uma escala menor. Como esses jardins simbolizam o paraíso, eles costumam ser mais opulentos do que os outros estilos de jardins japoneses.

O típico jardim do paraíso possui uma ilha no meio de um lago para representar a salvação futura e uma ponte arqueada conectando a ilha com o resto do jardim para representar o caminho que se deve percorrer para alcançar essa salvação. Embora restem poucos jardins do paraíso originais, muitos pavilhões japoneses atuais são modelados de acordo com as construções que um dia embelezaram o território.

Enquanto a porção jodô do budismo começava a perder o seu apelo e era substituída pela porção zen-budista, os jardins japoneses se tornavam menos luxuosos. Continue lendo para saber mais sobre esses jardins mais simples.