Se você aplicar uma voltagem forte no terminal de disparo, ele irá dispersar as zonas de depleção de forma que os elétrons possam mover-se livremente pelo triac. A seqüência exata varia de acordo com a direção da corrente, isto é, em que parte do ciclo estiver. Digamos que a corrente está fluindo de forma que o terminal superior esteja carregado negativamente e o inferior esteja carregado positivamente. O circuito está organizado de tal forma, que o aumento de voltagem no terminal de disparo terá a mesma carga que o terminal superior. Então teremos algo assim:
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Quando o terminal de disparo está "carregado", a diferença entre ele e o terminal inferior é forte o bastante para fazer os elétrons moverem-se entre eles. O movimento dos elétrons para fora do material tipo N, área "e", desfaz a zona de depleção entre as áreas "e" e "d". A inserção de mais elétrons livres na área "d" desfaz a zona de depleção entre "d" e "c". Os elétrons da área c podem mover-se em direção ao terminal inferior, pulando de buraco em buraco na área d. Criam-se mais buracos na área c, o que faz os elétrons moverem-se para fora da zona de depleção entre "c" e "b". A voltagem é suficientemente forte para conduzir elétrons da área a para dentro dos buracos na área b, desorganizando a última zona de depleção. Com as zonas de depleção dissipadas, os elétrons podem mover-se livremente do terminal superior para o terminal inferior, o TRIAC agora está condutivo! Observação: alguns dimmers também possuem um aparato semicondutor similar, chamado diac, juntamente com o triac. Estes circuitos trabalham basicamente da mesma maneira.
Para que o triac comece a conduzir eletricidade entre os dois terminais, ele necessita de uma elevação de voltagem no seu terminal de disparo. O nível de voltagem requerida não muda, mas você pode ajustar quanto tempo leva para o terminal de disparo "carregar-se" para atingir essa voltagem. É aí que o capacitor de disparo e o resistor variável aparecem.
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A corrente passa pelo resistor variável e carrega o capacitor de disparo (a corrente acumula carga elétrica nas placas do capacitor; veja como funcionam os capacitores para mais informações). Quando o capacitor acumula uma certa quantidade de carga, ele tem a voltagem necessária para conduzir a corrente do terminal de disparo do TRIAC para o terminal inferior. Ele se descarrega, tornando o TRIAC condutivo.
Ao girar o botão do dimmer, o braço de contato (placa de contato) rotaciona no resistor variável, aumentando ou diminuindo sua resistência total. Quando o botão é ajustado para "escurecer", o resistor variável oferece maior resistência para "segurar" a corrente. Em conseqüência disso, o impulso de voltagem necessário não se acumula tão rapidamente no capacitor. No momento em que o capacitor estiver suficientemente carregado para tornar o triac condutivo, o ciclo da corrente CA já estará em andamento. Ao girar o botão em outro sentido, o resistor variável oferece menor resistência e o capacitor recebe o aumento de voltagem necessário mais cedo dentro do ciclo de flutuação.
![]() Resistor variável de um interruptor dimmer básico |
Tão logo a corrente flutue novamente para o ponto zero, a condução através do triac deixa de acontecer e os elétrons param de se mover. A zona de depleção forma-se novamente e o triac perde sua condutividade até que um impulso de voltagem acumule-se no terminal de disparo.
Este sistema funciona muito bem, mas cria um estranho problema: tende a produzir um zumbido característico na lâmpada. Na próxima seção, descobriremos porque isto acontece.