Guia de ervas aromáticas

Autor: 
Gisele Ribeiro

Alecrim, salsinha, sálvia, tomilho, manjericão, majerona, orégano... Estas são apenas algumas das ervas que você pode ter em casa e usar sempre que quiser preparar um prato especial. A tabela de cores representa a afinidade de cada uma das ervas descritas no guia abaixo:

Alecrim
Nome científico: Rosmarinum officinalis
Uso culinário: de sabor fresco e doce, é recomendado no preparo de carnes, principalmente porco e carneiro, e de batatas e manteigas aromatizadas. Seus raminhos podem ser usados na decoração.
Curiosidades: originário do mediterrâneo, o alecrim é símbolo da fertilidade e, na Idade Média, era usado para purificar o quarto de doentes. Como seu odor é estimulante, os estudantes gregos usavam ramos nos cabelos para alertar a memória durante os exames.
Dicas: erva de ciclo perene, o alecrim gosta de ambientes muito iluminados e de solo com granulação arenosa
Endro ou Dill
Nome científico: Anethum graveolens
Uso culinário: de sabor suave e agradável, o dill é usado em arroz, sopas, saladas e peixes na forma de folhas frescas ou de sementes. Nos países escandinavos, o endro tem a mesma importância que o orégano na culinária italiana.
Curiosidades: o endro é originário do Egito, mas foi amplamente usada pelos antigos romanos. Os gladiadores costumavas usar a erva em sua alimentação por acreditarem que ela aumentava a força física. A erva era tão valorizada na antiguidade que os hebreus pagavam o dízimo religioso com o endro.
Dicas: esta erva não deve ser plantada próxima à erva-doce. Deixe-a sempre em local iluminado.
Manjerona
Nome científico: Origanum majorana
Uso culinário: muito popular nas cozinhas grega e italiana, a manjerona é usada no preparo de carnes, sopas, molhos de tomate e pizzas, e no tempero de óleos e vinagres. Batatas, pratos com queijo e omeletes ganham um toque especial com esta erva.
Curiosidades: uma das ervas favoritas de Afrodite, a deusa do amor, a manjerona simboliza a felicidade. Por isso é conhecida como a erva do amor eterno e usada em enfeitos por noivos e amantes.
Dicas: esta erva exige espaço para crescer. Deixe pelo menos 20 cm de espaçamento entre a manjerona e outras ervas.
Orégano
Nome científico: Origanum vulgare
Uso culinário: de sabor forte e aromático, o orégano combina bem com tomate fresco, molhos à base de tomate, omeletes, assados e pratos de queijo. A erva fresca dá aos pratos um sabor completamente diferente da versão desidratada, que tem seu amargor mais acentuado.
Curiosidades: e foi esse sabor característico que fez Hipócrates, na Grécia Antiga, dar à erva o nome Origanum (erva amarga). Os gregos, por sinal, usavam o orégano muito mais em receitas de óleos pós-banho do que na culinária.
Dicas: de ciclo perene e porte rasteiro, o manjericão pode ser usado como forração junto a ervas de maior porte, como alecriam e manjericão.
Sálvia
Nome científico: Salvia officinalis
Uso culinário: de folhas aveludadas, sabor delicado e aroma de cânfora, a sálvia é muita usada nas cozinhas alemã e escandináva no preparo de salsichas e carnes ricas em gordura. Nas outras cozinhas, a erva dá um toque especial a pães, molhos, carnes bovina e suína, aves, peixes, carneiro e caças, quebrando o sabor adocicado de algumas carnes.
Curiosidades: a sálvia possui grande capacidade terapêutica, daí o nome recebido (salvare, que significa salvar) e o ditado: “Quem pode adoecer quando possui um pé de sálvia plantado na horta?”.
Dicas: na culinária, use a erva com moderação, para que o prato não fique com um sabor amargo.
Tomilho
Nome científico: Thymus vulgaris
Uso culinário: de sabor e aroma deliciosos, o tomilho combina com ensopados, marinadas e molhos à base de vinho. É parte essencial do famoso Herbes de Provence, tempero francês com várias ervas.
Curiosidades: na Grécia antiga, o tomilho era usado para estimular os guerreiros, dando-lhes coragem antes das batalhas. No antigo Egito, a erva era usada no processo de embalsamamento dos corpos.
Dicas: o tomilho cresce bem em solo neutro ou levemente alcalino e em locais com bastante sol e pouca água. Pode ser usado nas bordas de canteiros de ervas como sálvia, alecrim, lavanda e segurelha.
Cebolinha
Nome científico: Anthriscus cerefolium
Uso culinário: de aroma delicado, que lembra levemente mirra, essa erva originária do mediterrâneo é usada em pratos com molho: omeletes, saladas, vinagretes, sopas e carnes assadas. Acrescente-a ao prato no último instante.
Curiosidades: o cerofólio é conhecido na Europa como folha da alegria.
Dicas: De ciclo anual, o cerofólio deve ser plantado em solo com granulação média e bastante adubado, mas em local com sombra. Em jardins de erbas, deve ser cultivado à sombra de outras plantas de maior porte, como melissa e alecrim. Na colheita, corte os talos maiores do cerofólio na base.
Coentro
Nome científico: Coriandrum sativum
Uso culinário: erva de sabor marcante, é muito usada nas cozinhas do Norte e e do Nordeste brasileiros. Combina com pratos de frutos do mar e caldos de peixe, embora seja ingrediente essencial no molho curry, usado na cozinha indiana para dar sabor a frangos e carnes.
Curiosidades: originário da África, o coentro ganhou esse nome devido ao aroma que os frutos verdes apresentam, muito parecido com o dos percevejos –ou koriandrum, em grego. Conta-se que as “bruxas”da Idade Média usam a erva na fabricação de poções mágicas afrosidíacas.
Dicas: De ciclo anual, o coentro deve ser colhido pelas extremidades superiores, o que favorece a produção de folhas novas. Vai bem em ambiente com boa luminosidade e em solo de granulação média.
Hortelã
Nome científico: Mentha spp
Uso culinário: Uso culinário: erva perfumada e aromática muito usada no preparo de chás, assados e grelhados, a hortelã é a base condimentar da cozinha árabe, estando presente em quase todas as receitas
Curiosidades: Conta a mitologia grega que o deus Hades apaixonou-se pela ninfa Menta, mas sua mulher, Perséfone, sentiu-se traída e transformou a ninfa em uma planta, condenando-a a vegetar nas sombras das cavernas –ou na entrada do reino dos mortos.
Dicas: plante a hortelã em solo argiloso, com bastante água e em local com sombra e luz indireta. Na hora de consumir, colha as pontas em crescimento, estimulando os brotos laterais.
Cerefólio
Nome científico: Anthriscus cerefolium
Uso culinário: de aroma delicado, que lembra levemente mirra, essa erva originária do mediterrâneo é usada em pratos com molho: omeletes, saladas, vinagretes, sopas e carnes assadas. Acrescente-a ao prato no último instante.
Curiosidades: o cerefólio é conhecido na Europa como folha da alegria.
Dicas: De ciclo anual, o cerefólio deve ser plantado em solo com granulação média e bastante adubado, mas em local com sombra. Em jardins de erbas, deve ser cultivado à sombra de outras plantas de maior porte, como melissa e alecrim. Na colheita, corte os talos maiores do cerofólio na base.
Estragão
Nome científico: Artemisia dracunculus
Uso culinário: de sabor acentuado, esta erva é excelente no preparo de vinagretes, saladas, peixes, omeletes e molhos, principalmente béarnaise, tártaro e holandês.
Curiosidades: o termo dracunculus (dragão, em latim) vem da semelhança que a raiz do estragão tem com o dragão. Acreditava-se que as plantas cujas raízes tinham esse formato podiam curar picadas de animais venenosos. Ninguém viveu para contar.
Dicas: de ciclo perene, o estragão deve atingir 40 cm de altura antes de ser colhido. Vai bem em solo muito adubado e em ambientes com muita luz.
Manjericão
Nome científico: Ocimum basilicum
Uso culinário: uma das ervas mais consumidas na cozinha de vários países, o manjericão pode ser usado para temperar saladas, em pratos de massa, em omeletes, sanduíches, e molhos de tomate. Acrescente as folhas delicadas do manjericão ao prato cozido, no último instante.
Curiosidades: na Índia, de onde é originário, o manjericão, ou erva rainha, é uma planta quase sagrada. Os gregos a usavam em rituais religiosos, e antes de colhê-la, a mão direita tinha de ser purificada com folhas de carvalho, e a esquerda, lavada em três fontes diferentes.
Dicas: quando o manjericão florir, corte o pendão floral para aumentar o vigor da planta e aumentar sua longevidade.
Variedades: manjericão anão, manjericão gigante e manjericão roxo
Salsinha
Nome científico: Petroselinum crispum
Uso culinário: de sabor suave, a salsinha é muito usada na culinária das regiões sul e sudeste do país, em saladas, sopas, molhos e temperos em geral. Quando cozida, a salsinha destaca o sabor do prato principal. A versão crespa tem sabor semelhante ao da salsinha, mas é mais usada na decoração dos pratos.
Curiosidades: originária da Europa, a salsinha era usada pelos gregos para coroar os vencedores de jogos e em tratamentos medicinais. Foram os romanos, no entanto, que a introduziram na culinária, oferecendo-a aos convidados para prevenir intoxição.
Dicas: de ciclo bianual, a salsinha pode crescer até 30 cm, desde que seja cultivada em solo fértil e em local com bastante luminosidade.
Variedades: salsinha crespa

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