Aids felina

Outra importante descoberta foi a identificação da Aids felina, em 1988, pelo veterinário Neils Pedersen e seus colegas na Universidade da Califórnia, em Davis. A doença é causada por um vírus chamado vírus da imunodeficiência felina (VIF). O FIV é transmitido geralmente durante uma briga, quando um gato infectado morde o outro, furando a pele - o contágio acontece pela saliva. Como as brigas acontecem geralmente em ambientes externos, a Aids felina é encontrada principalmente em gatos que podem perambular pelas ruas, ou em abrigos que adotam gatos selvagens ou vindos das ruas. Cerca de 5% dos gatos de rua dos Estados Unidos estão infectados. Desde que a doença foi diagnosticada pela primeira vez em 1988, os veterinários localizaram casos de Aids felina nos Estados Unidos, Canadá, África do Sul, Austrália, Nova Zelândia e Japão.

O vírus e os padrões da doença são similares aos da Aids humana, mas os gatos não são contagiados pelo vírus humano, e nem as pessoas são suscetíveis ao vírus felino. Veterinários observaram os sintomas da infecção pelo FIV por muitos anos, mas eles não consideravam a doença como um tipo de Aids até que os sintomas da doença humana foram reconhecidos como doença.

Assim como a Aids humana, a felina também ataca o sistema imunológico do corpo. A doença felina tem dois estágios. O primeiro tem início quando o gato é infectado através de uma mordida. Cerca de quatro semanas após a infecção inicial, o gato começa a adoecer, apresenta febre, mas geralmente se recupera. O segundo estágio começa cerca de dois a quatro anos após a infecção e é marcado pelo aparecimento de infecções na boca, no sistema respiratório e na pele. Estas infecções são chamadas de oportunistas, pois só atacam os gatos com o sistema imunológico enfraquecido, a ponto de não conseguirem combater os micróbios que causam a infecção. A morte após estas infecções decorrentes da Aids é inevitável.

De acordo com os veterinários, a melhor forma dos donos protegerem seus gatos de uma infecção pelo FIV é não permitindo que eles saiam para as ruas. Mesmo que um gato seja mantido dentro de casa com um outro que esteja infectado, as chances de contágio são pequenas, pois dentro de casa um animal raramente morde o outro.