Como funcionam as estufas

Autor: 
Sara Elliott

As estufas são frequentemente vistas como estruturas românticas. Originalmente propriedades exclusivas dos ricos e bem nascidos, as estufas eram construídas nos tempos romanos (em inglês) para o cultivo de frutas e vegetais. No século 1, Plínio, o Velho, fez uma referência ao Imperador Tibério, que tinha uma estufa portátil protegida por uma cobertura feita de pedra transparente [fonte: Janick - em inglês]. Essa estufa incomum e rara serviu para cultivar o vegetal favorito do imperador, o pepino (em inglês).

Antes, o produto que hoje encontramos em quase todos os mercados locais era considerado inestimável em muitas partes do mundo. No século 17, prédios inteiros foram erguidos para abrigar e propagar laranjas e abacaxis. Antes de serem chamadas de estufas, os nomes dessas estruturas eram tão exóticos quanto as frutas que elas continham. Elas eram chamadas de especularias, laranjerias e “abacaxizerias” (ou estufas para cultivo de abacaxi).

estufa
© istockphoto.com / Gary Alvis

 

A reprodução de plantas fora de estação deu ao homem uma medida de controle sobre a natureza. O seu encantamento despertou a imaginação e inspirou novos métodos de construção de estruturas dedicadas às plantas. O precioso vidro começou a ser usado cada vez mais na construção de estufas. O estreitamento do mundo das plantas e a exploração das possibilidades do cultivo de espécies úteis e exóticas levaram à construção de estufas maiores e mais elaboradas e algumas delas ainda existem atualmente.

Essa fascinação com a propagação de plantas em um ambiente controlado e protegido nunca diminuiu. A estufa evoluiu de novidade para um componente essencial no modo como alimentamos populações famintas em todo o mundo, cultivamos plantas para pesquisas médicas e preservamos plantas para o benefício das gerações futuras. Neste artigo, veremos como funcionam as estufas e por que você pode vir a querer ter uma em seu quintal.