Ajudando pessoas com deficiências

Os cães que trabalham com pessoas com deficiências necessitam de habilidades bem diferentes. Estes cães ajudam pessoas que são cegas, surdas, ou deficientes físicas a levar uma vida mais independente.

Os primeiros cães a guiar pessoas cegas foram treinados na Alemanha, em 1916, para ajudar soldados feridos na I Guerra Mundial (1914 - 1918). A primeira escola para cães-guia dos Estados Unidos, The Seeing Eye em Morristown, New Jersey, começou a treinar cães em 1929. No início, os pastores alemães eram os únicos cães utilizados para este serviço, mas os treinadores descobriram mais tarde que raças como Golden Retriever e Labrador, e às vezes raças híbridas, também podiam ser excelentes cães-guia. Não é nenhum sentido em particular que faz de um cão um bom guia, mas sim o comportamento de proteção adquirido durante o treinamento e o vínculo que o cão forma com seu dono. Os treinamentos incluem ensinar o cão a ignorar o comando de seu dono ao ver uma situação de perigo que é desconhecida à pessoa cega.

A utilização de cães para ajudar pessoas com deficiências físicas vem desde 1975, quando o Canines Companions for Independence (CCI), o primeiro centro de treinamento para estes cães, foi fundado em Santa Rosa, na Califórnia. Os cães que trabalham junto com deficientes são ensinados a executar tarefas práticas, ajudando pessoas com sérias condições médicas como distrofia muscular, paralisia cerebral, e lesões no crânio ou na coluna, a levarem uma vida mais independente. Para este tipo de trabalho, os Pastores Alemães e os Labradores mais uma vez foram os escolhidos.

Os primeiros cães para pessoas com deficiência auditiva, chamados de cães-ouvintes, foram treinados em 1976 pela American Humane Association, em Denver, Colorado. Os cães-ouvintes aprendem a responder a sinais como campainhas, telefones, ou o choro de um bebê, e então alertar seus donos. Programas de cães-ouvinte frequentemente treinam cães adultos que já moram nos lares, ou então animais encontrados em abrigos. Cães de diferentes raças, e muitas vezes raças híbridas também, tornam-se excelentes cães-ouvinte, mas o CCI, que começou a treinar cães-ouvintes em 1986, dá prefência aos Welsh Corgis e Border Collies. Cães-ouvintes não precisam ser grandes ou fortes, mas sim alertas e rápidos para agir quando ouvem determinados sons.